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Raspberry Pi: uma revolução em tamanho diminuto

O final da década de 70 e início da década de 80 foi um marco para a computação. Antes restrito ao meio acadêmico, industrial e corporativo, o microcomputador passou a fazer de uma nova realidade: a dos lares. Os PC's (Personal Computer), introduziram o conceito de computação pessoal, onde tínhamos um dispositivo capaz de realizar operações matemáticas, editoriais e de armazenamento e processamento de dados.
E naquele tempo, o uso da computação era bastante experimental.Nas universidades, os estudantes montavam seus próprios computadores e faziam experimentos com eles. Além de programação, dispositivos de hardware eram testados através de pinagens, soldagens e outros métodos, como, por exemplo, o uso de slots.
Padrões surgiram para tornar os computadores mais compatíveis entre si, além de expansíveis e adaptáveis a diversas situações. O padrão IBM-PC passou a ser um padrão bastante utilizado na indústria de computadores, em contraponto ao padrão Apple e por conseguinte, o Macintosh.
Isso fez com que a computação perdesse um pouco sua característica experimental e passasse a ser um mero seguidor de uma indústria de tecnologia da informação, onde o monopólio da inovação tecnológica na informática, com algumas exceções, se concentrava no Vale do Silício, nos Estados Unidos.
A evolução tecnológica da computação barateou o preço dos componentes, mas subjugou a indústria de informática a um padrão: o do microcomputador. O século 21 chegou e o ponto de virada se deu no final da primeira década, com os primeiros Smartfones da Apple e seu ecossistema concorrente: o Android. Isto fez com que a ARM criasse microprocessadores diminutos e com capacidade de processamento necessária para fazer um Smartphone funcionar.
A robótica e a internet das coisas trouxeram um novo conceito de computação, ampliando o leque de possibilidades de dispositivos computacionais. E é aí que surge o Raspberry Pi neste história. Um computador com o tamanho de um cartão de crédito, que realiza diversas operações e possui várias possibilidades de conexão, incluindo com os Arduínos, as placas com poder de processamento limitado, mas versáteis e robustas o suficiente para impulsionar a nova robótica.
O Raspberry Pi representa ao mesmo tempo, a vanguarda e o resgate. A vanguarda de uma nova computação, além do padrão microcomputador/smartphone, e o resgate de uma computação mais experimental, porém mais acessível a pessoas comuns.
É neste universo que surge o Framboesa 3,14, um projeto de comunicação de Kazzttor AMT para debater e divulgar este revolucionário e diminuto dispositivo.

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